Matéria publicada na revista EGW - número 114 - maio de 2011

Por Igor Andrade
Eles são simpáticos, adoram se divertir e ensinar. São pequeninos, mas tiveram a façanha de conquistar a atenção da Disney, a maior companhia de entretenimento do planeta. Criado por dois canadenses em 2000, "Club Penguin" foi comprado sete anos depois por US$ 350 milhões, com direito a um bônus do mesmo valor aos antigos donos, que continuaram no controle.
Misto de MMORPG com rede social, "Club Penguin" é, para a Disney, uma plataforma de entretenimento lúdico que não pode ser comparada a qualquer produção que tenha alguma semelhança. "Club Penguin não é Second Life", afirma categoricamente José Carlos Rodrigues, responsável pela operação da Disney Online Studios na América Latina, divisão criada originalmente para cuidar dos pinguins.
Mais de três anos depois, e mesmo após o desenvolvimento de games online com personagens bem conhecidos, como a Sininho (de Peter Pan) e o bólido McQueen (de Carros), os pinguins continuam reinando absolutos no mundo mágico de Mickey Mouse.
Em "Club Penguin", você pode criar um avatar de um pinguim e se aventurar em várias atividades em uma ilha isolada do mundo, em que você pode assumir várias profissões. Dependendo das roupas, e há inúmeras, você pode comprar um uniforme e se transformar em um garçom ou um capacete de segurança para ser um operário. Além disso, há uma loja de pets no qual você adquire o Puffle, um tipo curioso de bichinho de estimação. E cada brincadeira existente na terra dos simpáticos pássaros tem lado educativo e, normalmente, um minigame relacionado.
PETIZADA ALFABETIZADA
Voltado para crianças já alfabetizadas, a plataforma atinge também adolescentes e até os pequenos em idade pré-escolar, na mesma proporção entre meninos e meninas. "Conheço pais e professores que usam "Club Penguin" para ensinar a ler e há caso de jovens que continuam na rede e se tornaram especialistas e mestres na tentativa de ajudar os mais novos", conta José Carlos.
A Disney não divulga números, mas na época da aquisição o MMORPG tinha cerca de 12 milhões de contas abertas somente nos Estados Unidos e no Canadá, sendo que 700 mil eram contas de assinantes. No Brasil, uma assinatura mensal custa R$ 8,95. Nos EUA, US$ 5,95.

Game atinge adolescentes e até os pequenos em idade pré-escolar
Desde que esses números foram divulgados, há alguns anos, nenhuma outra informação sobre a quantidade de usuários é publicada. "Não gostamos de fazer disputas de números. Não importa se trabalhamos para uma, cem ou um milhão de pessoas. Nós damos o mesmo valor para cada um", conta Rodrigues. "Desde a criação, faz da parte da filosofia da direção de "Club Penguin" que a plataforma de entretenimento não seja usada para interesses econômicos. A ideia é ser um lugar seguro para crianças e não um produto feito para se ganhar dinheiro. Não há nenhum tipo de publicidade na ilha e "Club Penguin" não é divulgado em veículos de comunicação."
A Disney não revela se o jogo é de fato lucrativo. O que se sabe é que a Disney dá total apoio financeiro para a manutenção da ilha dos pinguins.