Matéria publicada na revista EGW - número 115 - junho de 2011
Por Edson Kimura

"Patapon 3" abre de um jeito desconcertante, com um vídeo pirotécnico, acompanhado por solos de guitarra. É inusitado, pois Patapon é estrelado por criaturinhas caricatas monoculares em um mundo tribal de fantasia. Essa abertura soa como uma triste propensão de dar um ar mais "radical" à série. Porém, mais que tudo, "Patapon 3" é um jogo que representa a franquia em uma encruzilhada, e marca a difícil tarefa da desenvolvedora Pyramid de evoluir a fórmula e ao mesmo tempo se manter fiel ao que a torna interessante.
Ao contrário de "Patapon 2", que é basicamente uma versão balanceada de "Patapon 1", "Patapon 3" muda toda a estrutura básica e oferece uma experiência mais concisa. A mudança mais aparente é o número de patapons no seu exército, que passou de 18 para apenas 4.

número de patapons no exército diminui drasticamente
À primeira vista, isso é uma regressão, mas uma das maiores perdas de tempo nos jogos anteriores era justamente gerenciar os montes de equipamentos em cada um dos seus patapons. O menor número facilita o gerenciamento e dá margem a mais experimentação com classes diferentes: antes, mudar de classe era uma tarefa tediosa e muitos mantiam o mesmo time básico de Yumipons, Yaripons e Tatepons até onde era possível para não ter o trabalho de escolher novamente todas as armas, armaduras, escudos e elmos. Agora, o processo é simples e tem um incentivo extra na forma de habilidades equipáveis que podem ser usadas em diferentes classes.
"Patapon 3" é obviamente voltado para jogadores veteranos da série, pois desta vez não existem estágios de tutorial que explicam detalhadamente a função de cada um dos tambores e suas combinações. Aqui, todos os tambores e quase todas as canções estão liberados desde o início. Mesmo classes avançadas que demoram horas para serem liberadas nos jogos anteriores como os Robopons e Mahopons são facilmente abertas depois dos primeiros estágios.

Agora é muito mais fácil conseguir itens e materiais
O foco é oferecer um jogo mais dinâmico que recompense mais a estratégia de se escolher as classes certas do que passar horas enfrentando Dodongas atrás de materiais raros: tanto que agora o aumento de habilidades do seu exército é baseado em um simples sistema de experiência. Equipamentos ainda têm um papel vital, mas agora é muito mais fácil conseguir itens e materiais.
Os dois primeiros Patapons eram jogos que transbordavam charme na sua apresentação com mecânicas experimentais que buscavam o balanceamento. "Patapon 3", por outro lado, deixou de lado um pouco da sua personalidade e se foca em facilitar a sua jogabilidade. Como o vídeo de abertura atesta, é um pouco desconcertante, principalmente para veteranos da série, mas por baixo das mudanças existe um jogo superior aos anteriores, e é um feito admirável da desenvolvedora, que não teve receio de evoluir a fórmula, mesmo correndo o risco de alienar os fãs.
PATAPON 3
Plataformas: PSP
Desenvolvedora: Pyramid
Editora: Sony
Gênero: Puzzles
Lançamento: 12/4/2011
Sinopse: Após construir a ponte arco-irís, os patapons encontram uma misteriosa arca, que ao ser aberta libera os 7 Evil Archfiends, que petrificam a todos, menos o porta-bandeira Hatepon. Hoshipon Prateado ressuscita o herói Patapon com os poderes do Todo-Poderoso para buscar a cura
Melhor: Missões e opções de estratégias variadas
Pior: Demora a aumentar de level
Nota: 9,0