Por GAMESFODA
Estamos de volta com a Parte 2 dos jogos de 2012 que podem vir a se tornar as grandes surpresas do ano, ou não. Se você vacilou semana passada e perdeu a primeira parte, pode conferí-la clicando aqui (LINK). Sem enrolação, vamos direto à lista:
MONACO: WHAT'S YOURS IS MINE
Plataformas: PC / Mac / Algum console ae
Gênero: Simulador de Assaltos Multiplayer Retrô

Vencedor do IGF 2010 (o Oscar dos jogos Indies), Monaco é um simulador de assalto multiplayer com classes e gráficos retro que não são bem retro porque o jogo é cheio de efeitos de luz e outras frescuras. Bom, como eu disse, o jogo tem classes: o hacker, o cara que usa explosivos, o cara que abre portas e os outros que eu não sei exatamente o que fazem, mas são 8 no total. A inspiração do jogo é o filme "11 Homens e um Segredo". Promete ser uma das coisas mais legais pra se jogar em 4 pessoas no ano de 2012. Ficamos na esperança do governo não proibir o jogo pelo fato dele ensinar às crianças como assaltar um cassino.
FEZ
Plataforma: Xbox360
Gênero: Plataforma Indeciso (2D? 3D? Não sei)

Se você está lendo esse texto na ordem, já sabe o que é o IGF (se não sabe, tá na parte de Monaco logo acima). Fez ganhou o prêmio de melhor direção de arte na IGF 2008 e desde então muitos apontam o jogo como o grande messias indie, aquele que virá nos salvar do império dos AAA. O jogo é um tradicional platformer 2D, desses com spritezinhos fofos, mas conta com um mundo 3D que gira e possibilita aqueles puzzles com perspectiva que em 2008 eram novidade, mas agora muita gente já usou (Echochrome, Mario 3D Land etc). Ainda assim, estamos ansiosos porque além de continuar bonito, um jogo em produção durante tanto tempo não pode ser ruim, né Diablo 3? E ninguém te chamou na conversa, Duke Nukem Forever.
TRIVIA: O jogo foi inscrito no IGF de novo em 2012 e está entre os finalistas, o que provocou um grande bafafá na comunidade indie e uma treta entre aqueles que acham o ato válido e aqueles que acham um grande vacilo.
I Am Alive
Plataforma: Xbox360 / PS3
Gênero: Guia de sobrevivência no Fim do Mundo

Nem só de jogos indies vive o homem. Apesar da temática batida de pós-apocalipse, humanidade em ruÍnas e mimimi, I Am Alive tenta mostrar um futuro pós-apocaliptico mais realista, sem armas e kits de primeiros socorros escondidos em cada lixeira da cidade. Conta com um protagonista que cansa se ficar correndo e escalando em tudo que vê por aí e com inimigos que se assustam quando você aponta uma arma pra eles (o famoso "Perdeu, playboy"). No pior caso, o jogo servirá como um bom treinamento para 2013 e os anos seguintes.
Quantum Conundrum
Plataforma: Xbox360 / PS3 / PC
Gênero: Puzzle em primeira pessoas em altas dimensões

Novo projeto de Kim Swift, uma das criadoras de Portal (sim, mulheres também fazem jogos), Quantum Conundrum é um jogo sobre resolver puzzles em varias dimensões. Temos por exemplo a "dimensão fofinha", onde tudo é fofinho, leve e fácil de manipular, e outra dimensão onde tudo acontece 20 vezes mais devagar. Claro que tudo que acontece em uma dimensão também acontece nas outras.
É meio dificil de explicar sem ver o jogo. É quase como o Dark World no A Link to The Past, só que tem vários e você pode ficar indo e voltando à vontade. O jogo tem muito potencial pra ajudar quem está deprimido com saudade de Portal. Como as dimensões ainda não foram todas anunciadas, ficamos na torcida por uma dimensão onde tudo é sujo, escuro e as enfermeiras não tem rosto.
Sound Shapes
Plataforma: PSVita
Gênero: Música / Plataforma / Umas parada muito doida

Pra dizer a verdade até agora eu não entendi direito como funciona esse jogo. Tem uma bolinha que pula em coisas que tocam música e vão criando um ritmo cada vez mais legal. Você ainda pode editar as músicas (que na verdade são fases) e compatilhar na Internet!
É uma viagem tão louca que promete competir diretamente com as vendas de LSD no mercado negro. Se quiser ter uma noção melhor, jogue "Everyday Shooter" pra PS3, PSP e PC. O criador é o mesmo (o honorável Jonathan Mak) e também tem um foco grande em música e psicodelia.
Menções honrosas:
Scrolls, o primeiro jogo da Mojang que não é Minecraft. Tudo bem que é um jogo de cartas, mas ninguém sabe o que pode sair da cabeça do Notch.
The Witness, novo jogo do criador de Braid, Jonathan Blow. Com o sucesso de Braid ele ganhou dinheiro suficiente pra fazer um jogo em 3D. Estamos de olho.
X-COM, Um jogo de estratégia clássico feito por causa da encheção de saco dos fãs, com os desenvolvedores de Civilization no comando. Tem que ver isso aí!
Novo Adventure da Double Fine, anunciado e financiado agora há pouco, será um Adventure clássico com Tim Schafer e Ron Gilbert no comando. Os dois não trabalham juntos em um jogo do gênero desde Monkey Island 2. Graças aos fãs, deve ser o adventure point'n'click com a maior verba já feito.
É 2012, estamos de olho!
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